Posts de Dezembro, 2006

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Natal Pascal!

Dezembro 18, 2006

Por que, de fato, comemoramos a data do nascimento de Jesus?

Natal. Para os cristãos nominais, Papai Noel, presentes, luzes, ceia, roupa nova e grandes comemorações. Para os cristãos por conversão, a celebração avança para pensamentos no presépio, cantatas natalinas, reflexão de vida e, obviamente, o nascimento de Jesus. Mas será mesmo este o cerne do verdadeiro Natal? Não é meu objetivo escrever sobre como a comemoração desta data tornou-se oficial, nem mesmo sobre sua originalidade no meio cristão. Creio que é importante enaltecer o aniversariante – ainda que numa data imaginária e meramente simbólica. Mas convido você a refletir por poucos minutos, através dessas linhas, sobre este feriado tão festejado e popular: onde estão nossos olhos enquanto engrandecemos a Jesus?

Ainda na infância me converti e desde que me conheço por gente, comemoramos o Natal em nossa igreja e família. Em todas as programações desta data, as passagens bíblicas usadas eram sempre as mesmas ¿ o anjo que aparecera a Maria, o nascimento de Jesus, a profecia sobre o Messias que nasceria em Belém, basicamente isto. Os hinos? Todos eles falavam sobre o fato do nascimento de Jesus e de como nos alegrávamos nesta data. Bem, é verdade. Deus enviou seu Filho ao mundo e Seu nascimento na pequena Belém-Efrata foi o início desse grande plano cuidadosamente arquitetado por Deus.

Os anos se passaram e tive minha experiência pessoal com Jesus (essa sim é uma data que muda toda a sua vida!). Sem muito esforço, passei a relacionar todas as áreas de minha vida com a cruz – inclusive o Natal. Há alguns anos prefiro a Páscoa ao Natal, justamente por seu significado em minha própria vida. Se o Natal comemora o início do plano, a Páscoa certamente enaltece o cumprimento dele! Se com o nascimento de Jesus, Deus deu a largada para a concretização de seu plano redentivo, com Sua morte e ressurreição, Deus oferece passe livre – quem quiser, que desfrute das bênçãos da cruz!

É justamente esse sentimento que me leva a comemorar o Natal com os olhos na cruz. Alegro-me nessa data porque sei que Ele não apenas nasceu, mas cumpriu o plano de seu Pai, garantindo assim a minha salvação. Se Jesus tivesse apenas nascido, teria sido de igual forma um homem muito bondoso, de grande sabedoria e mereceria alguns livros escritos, assim como Gandhi, Buda, Maomé, alguns mártires e tantos outros! Entretanto, Jesus não foi como eles. Jesus foi capaz de entregar a sua vida, tomar nossos pecados e vencer a morte, ressuscitando ao terceiro dia – Ele morreu pensando em nosso nascimento!

Quando voltamos nossos olhos para o fim de um ato, encontramos de fato o objetivo dele. Quantas pessoas hoje talvez se perguntam: “Mas quem é esse tal Jesus? Por que ele nasceu numa estrebaria e todos falam nele, e as crianças nascidas embaixo da ponte não são mencionadas? Por que tantos reis? E quanto a estes pastores?”. Não as culpe. Mostre a elas que esse menino, envolto em faixas e modelo de nossos presépios sob o pinheiro, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou por ela. E se você tem dificuldades em aceitar o presente simples que sua tia lhe deu, pense no presente gigante que Ele lhe ofereceu. Deixe as bolas coloridas e o brilho natalino refletirem o resplendor da cruz e viva um feliz natal pascal.

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Largue o cesto

Dezembro 11, 2006

“Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou–o com betume e piche e, pondo nele o menino, largou-o no carriçal à beira do rio” Êxodo 2:3

Seus sonhos estão dentro da vontade de Deus? Perguntinha difícil essa, não? Em minha mente isso tem ecoado tão intensamente que algumas vezes pensava em estagnar e esperar Deus agir. Mas Deus não quer que fiquemos parados. Ele quer uma pequena – mas prepare-se – difícil ação.

Você deve lembrar da história narrada em Êxodo, no capítulo 2, quando a mãe do bebê, futuramente nomeado Moisés, pega aquele filho e, acomodando-o bem dentro de um cestinho, larga o cesto no rio. Conhecemos bem a história e, freqüentemente, analisamos a ousadia das parteiras, narrado no capítulo anterior, e seu temor a Deus, a coragem daquela mãe, a expectativa de sua irmã, que acompanhou o cestinho até que este teve um destino. Mas ainda não tinha pensado no sentimento daquela mãe no momento em que chegou à margem do rio.

Um bebê de três meses é lindo! Independente das boas ou más influências genéticas dos pais, toda criança nesta fase é admirada e desperta em nós sentimentos de afeto, de amor. Mas junto com toda sua meiguice, a criança começa a se expressar de várias formas – e isso não podemos impedir. Aquela mãe não podia mais esconder a criança (que se encontrada com a mulher hebréia seria morta pelos egípcios) pois seu choro e demais expressões começavam a ficar mais evidentes a cada dia. Era preciso que ela se desfizesse daquele bebê. Ela precisava abrir mão do que tanto amava para que os planos de Deus continuassem a se realizar.

Penso naquela mãe ajoelhada diante do rio Nilo com seu filho dentro do cesto. Um rostinho expressando tanta tranqüilidade, sem saber o que estava acontecendo seria após longos anos, um dos maiores líderes do povo de Deus em toda a história. E aquela mãe, ainda segurando com força o cesto, com medo de se desfazer dele, começa a chorar e se colocar diante de Deus. Creio que naquele momento ela conversava com o Senhor e dizia: “Deus, eu fiz tudo o que podia, mas não consigo mais escondê-lo. Eu o amo tanto…”. A dor no coração daquela mãe é evidente. Mas com toda a ousadia e confiança em seu Deus ela olha para o seu filho mais uma vez e diz a Deus: “Senhor, aqui terminam minhas ações. Eu largo o cesto para que tu, Senhor, cumpras o Teu plano”.

Você já experimentou largar o cesto? Muitas vezes estamos tão agarrados com nossos sonhos e projetos que Deus não pode continuar Sua obra em nossas vidas! Acreditamos que nossos “bebês” ficarão quietos para sempre e que teremos o controle da situação e não nos damos conta de que largar o cesto é ordenança de Deus. A ação que Deus quer de sua vida é esta: largar seus planos e sonhos nas mãos do Pai Celestial.

Se aquela mãe pensasse apenas em si mesmo, com certeza teria ficado com aquele filho até que soldados egípcios o tomassem de suas mãos. Mas ela pensou na vida daquele bebê que tanto amava. Não podemos pensar em nós mesmos, mas sim nos propósitos de Deus para nossos ministérios, trabalhos, relacionamentos e tudo mais que precise ser controlado por Ele.

Em Isaías 55, versículo 9 diz “porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”. Temos confiado mais em nossas estratégias para “segurar o choro do bebê” ou nos planos do Senhor, maiores e melhores? É característica nossa sermos controladores e tentarmos dirigir tudo pelo nosso próprio entendimento. Mas como filhos de Deus, precisamos confiar na promessa de que os propósitos de Deus jamais se frustrarão (Jó 42:2).

A palavra de Deus para nós é “largue o cesto”. Não com desesperança, não com desistência, mas com a certeza de que lá embaixo, no final do rio, nossos planos terão destino certo, preparado pelo Senhor.

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Hello world!

Dezembro 11, 2006

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