Posts de Abril, 2007

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Quais suas lajotas?

Abril 25, 2007

Quando pequena eu tinha uma mania bastante estranha. No caminho para a escola ou indo até a casa de algum vizinho, brincava de “não pisar no risco”. Não sei ao certo que número eu usava, mas ali estava eu, caminhando até meu destino, de lajota em lajota, sem poder pisar nos vincos de cimento que uniam as pedras.

A brincadeira me entretinha ao mesmo tempo me deixava um tanto angustiada. Cada vez que meu pé insistia em fugir da área permitida, era como se eu tivesse colocado o trajeto todo a perder!

Interessante. Não é que ainda hoje piso na linha?

Estive pensando, com o pecado é mais ou menos assim. Pense em uma área de sua vida em que não existam grandes problemas para seguir a vontade de Deus. Digamos que seja nas finanças. Você paga suas contas em dia, não deve no mercadinho da esquina, passa longe do cheque especial, tem o nome limpo no SPC e dá o dízimo com alegria. Tudo certo. O diabo pode até tentar, mas não é fácil você cair nessa área. Então, é como se as lajotas fossem bem largas, num tamanho em que seu pé coubesse com sobras dos lados e na frente. É tão simples caminhar ali! Você não precisa trancar o passo ou caminhar fora do ritmo para manter-se na área livre. As condições são favoráveis para você.

Bem, mas se Satanás não conseguiu pegar você nas finanças, ele certamente dá boas investidas em outra área. Relacionamentos, quem sabe?

Sim, a lajota já diminui bastante. Os quadrados ficaram tão pequenos e apertados que nem mesmo pisando na ponta dos pés fica-se livre de esbarrar na área proibida.

É difícil perdoar. Reconhecer que estava errado, pior ainda! A maledicência está na ponrta da língua e a falta de benignidade no pico do coração. “Nem me cumprimentou!”. Não é estranho? Por que algumas lajotas tão pequenas para uns são tão grandes e cômodas para outros? O que fazer com essas áreas na nossa vida onde pecar é tão fácil e estar no espaço permitida carece um esforço sobrenatural?

Não sei bem. O que sei é que quando cansava da brincadeira, o que mais me aliviava era correr para a calçada de concreto mais próxima. Sem lajotas, eu poderia dar passos firmes, soltos e sem maiores cuidados. Era possível correr, pular num pé só ou mesmo caminhar em passos gigantes. O que iria me condenar? Não havia nada, um risco sequer, para me culpar.

É um bom caminho para se seguir. Ele existe e é seguro o bastante. A Bíblia fala sobre ele em Salmo 77:13, “o teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?”.

Poderíamos tentar criar uma pista paralela, um caminho santo o bastante ao nosso ver. Mas não é a nossa justiça e nem a nossa santidade fajuta que resolveriam a situação. Precisamos daquele que é o caminho, aquele que se coloca como estrada de santidade. Sim, ele é Jesus. E que outro haveria capaz de nos proporcionar uma caminhada santa?

Temos lajotas de todos os tamanhos em nossas vidas. Algumas delas já foram esticadas, aumentadas pelo poder do Espírito Santo. São áreas em que podemos caminhar mais seguros, sem esbarrarmos nas listras. Em outras, entretanto, talvez seja preciso a mão desse pedreiro (ou seria carpinteiro) que tão bem consegue remover barreiras e livrar-nos de escorregões para além da área de perigo.

De qualquer forma, há uma calçada, um caminho liso e perfeito, construído com o material da mais alta qualidade e que nos permite andar em segurança. O caminho da santidade.

Quando quiser, basta atravessar a rua e seguir na calçada sem lajotas!