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Coisas e afins

Maio 28, 2007

Internet

Na sociedade atual, disseminar idéias parece algo bastante simples. Basta lançar a informação na Internet e em instantes ela pode ser acessada. O conteúdo? Pouco importa. Pode ser a mais nova música de determinada banda, as idéias revolucionárias de um político novato ou ainda o “Ide” de Jesus entregue há mais de 2 mil anos.

Os cristãos estão atentos a oportunidade. Paralelo ao Youtube, a empresa Big Jump Media criou o GodTube para compartilhar vídeos de conteúdo cristão, como clips, palestras, cultos e músicas. Estimativas do mercado apontam que o GodTube pode tornar-se o principal site cristão da web. E o slogan? Ao contrário do Youtube que usa Broadcast Yourself , no Godtube está escrito Broadcast Him.

O que intriga é o fato de cristãos sempre buscarem o separatismo. Existe um site para vídeos, mas eles têm um site para vídeos cristãos. Existe um canal de televisão aberto para programações de conteúdo, mas eles têm um canal específico para pregações. Existem grandes editoras interessadas em boas publicações, mas preferem a exclusiva. E não acontece o mesmo com todos os tipos de grupo? Afinal de contas, queremos pescar o peixe já pescado? Por que não fazemos a diferença no meio deles ao invés de gastar luz no ambiente já iluminado?

Teatro

A comédia “O Andaime”, de Sérgio Roveri, vencedora do Prêmio Funarte de Dramaturgia (SP), traz uma reflexão interessante. Dois limpadores de janela de um grande edifício dividem o andaime e, enquanto trabalham, filosofam sem interferir nas situações. A metáfora aplicada? Pessoas da sociedade que estão excluídas socialmente, sendo meros observadores passivos, sem poder interferir nas situações percebidas.
Querendo ou não, muitos hoje estão nessa situação. Enxergam os problemas, percebem situações de risco, até chegam a pensar soluções para determinados problemas, mas são apenas “o povo”. Sem voz, sem vez. A solução? Quebram os vidros; trocam de profissão; ou limpam as janelas apenas por dentro.

Barrados no Baile

Não exatamente no baile, mas no culto! O pastor de uma igreja batista na cidade de Newcastle, Inglerra, vedou a entrada de menores de 12 anos na cerimônia de páscoa. Indagado sobre qual motivo o levou a decisão, ele disse que o acontecimento é violento e que a crucificação seria estudada mais a fundo. De fato, a cruficicação romana era um dos mais violentos atos cometidos na época. Embora não seja o suficiente, foi sensato da parte deste pastor, buscando fazer sua parte. Entretanto, inúmeros pais deixam seus filhos em frente a televisão, com filmes violentos, desenhos recheados de lutas, armadilhas e crimes, como se nada afetasse a formação do caráter de seus descendentes. No Brasil os canais de televisão incentivam os pais a controlarem os programas de seus filhos, ao invés de deixarem a classificação indicativa responsável pelos “baixinhos”. Feliz apelo da televisão. Inteligente resolução do pastor. E quanto aos pais, podemos aplaudí-los?

Cinema

A co-produção Brasil-Chile e o orçamento de R$1,2 milhão para o filme “Proibido Proibir” promete! Recém lançado, o longa traz a história de Paulo (Caio Blat), um estudante de medicina que divide uma quitinete com seu melhor amigo Leon (Alexandre Rodrigues), mas acaba se apaixonando pela namorada dele, Letícia (Maria Flor). No desenrolar do drama, os três procuram ajudar uma paciente em estado terminal e são vítimas de um tiroteio. Comovente, o enredo propõe uma leitura atual da vida universitária e recheia a trama com um romance a três. Vale a pena conferir!

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