
Just Waiting
Junho 17, 2007Quando a ansiedade é posta de lado, a expectativa revive.
Ansiedade. A palavra lhe soa familiar? Infelizmente sou cercada por ela, dia após dia. Poderia citar inúmeras situações capazes de agitar meu espírito e fazer um reboliço em minhas emoções, mas certamente você tem seus próprios exemplos. Vamos lá, recapitule seu dia. A fatura do cartão de crédito chegou mais alta do que imaginou; seu primo adoeceu gravemente; as crianças descobriram novas formas de levar você a loucura; seu cônjuge está com problemas no emprego; você não se sente feliz. O que poderia acontecer? Como resolver? Por que tudo parece acontecer comigo? “E se eu…”. Não é sempre assim que ela chega?
Sempre tentamos fazer tudo o que está a nosso alcance. Tudo o que podemos, até que nos reste apenas Deus. Você fez todo o natural esperando pelos milagres, mas não lembrou que estes acontecem justamente quando o sobrenatural está em evidência. Torna-se impossível pensar nisso, a ânsia por algo faz-nos esquecermos de tudo o que foge de nossa capacidade. Além de nossas ações desenfreadas, pensamos: “precisa acontecer, precisa ser assim…”. Quando ansiosos, nossa pergunta companheira resume-se a “será?”. Mas e se criássemos expectativa e colocássemos de lado a ansiedade? Teríamos mudanças significativas em nossos dias?
Você sabe, ansiedade não faz bem a ninguém. Na Bíblia, dezenas de recomendações nos alertam sobre o substantivo devassador. “Não andeis ansiosos por coisa alguma…”. Por coisa alguma, Deus?, você pensa. É, por coisa alguma. A ansiedade nos arremessa ao campo do medo, da insegurança, do desconhecido, do aterrorizante, deixando-nos aflitos. Não conseguimos fazer muita coisa quando ela bate a porta. Andamos de um lado para o outro, choramos, pensamos, pensamos, pensamos, e voltamos ao mesmo ponto, sem resolver. Então, nos convencemos do mal causado pela ansiedade e desistimos dela. Existiria uma possível troca?
Você sabe, quando largamos um vício, é comum substituirmos o mau hábito por outro melhor. Você larga o cigarro e masca chicletes. Troca o consumismo por uma minuciosa pesquisa de preços. Desliga a TV e adota um livro! E a ansiedade? Substituímos pela expectativa.
Diferente da ansiedade, a expectativa só espera acontecer. Sem força, ela age como um bummerang, lança sua situação, recorre a Alguém especial e, crendo, declara: “eu sei que…”. A expectativa tem esperança e aguarda algo que vai acontecer. Uma pessoa com expectativa tem sua esperança baseada em promessas, por isso situações adversas não o abalam e a ansiedade não consegue vaga em sua vida.
Conheço a história de um casal que viveu esses dois substantivos, cada um, um deles (até porque, aquele que tem expectativa não vive a ansiedade). Uma senhora, avançada em idade e casada há muitos anos, esperava por um filho – ou melhor, ansiava! Seu marido, um senhor de noventa e poucos anos, recebeu a palavra de Deus, dizendo que seria pai. Você sabe o que eles fizeram? Ela agiu. Ele esperou. Ela caminhava pela casa, repetindo, “esse plano precisa dar certo…é o único jeito”. Ele? “Eu sei, a promessa vai se cumprir”. Ela desistiu e tentou remendar a situação para que a situação se regularizasse. Ele continuou esperando.
Sara e Abraão. Ela, cheia de ansiedade. Ele, repleto de expectativa. E você sabe o final da história…
Vez após outra, nossa tentativa é resolver os problemas, encaminhar as situações, encarar o futuro (como se este nos pertencesse) e isso tudo com doses generosas de ansiedade. Deitamos e, sem mérito, tentamos alcançar o sono. Mas ele não pode vir, tampouco a paz. São incompatíveis com a agitação da ansiedade. Então, nos damos conta de que a ansiedade é deixada de lado com uma simples oração. “…em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6). E assim, o sono chega e a paz invade, excede o entendimento e guarda nosso coração.
Nossa confiança, posta em Deus Pai, nos leva a um estilo de vida diferente e, a propósito, mais elevado. Quando temos expectativa do que Deus fará, estamos confiando de que o controle é dEle e que o melhor será feito. Ele já sabia que isso aconteceria. Ele também sabe o que vai acontecer. Por que, então, não deixamos o que está acontecendo com Ele? Entregue e espere. A expectativa irá brotar e a ansiedade sorver. Perceba o quanto Deus é bom – Ele só espera que você espere, esperançosamente.
Oi Queila!!!!!!! Eu entrei no meu blog antigo, philosophy, pra reler algumas coisas, rever alguns links, e reencontrei seu blog! Lembra de mim? Eu era do http://www.philosophy.blogger.com.br Mto bom saber que vc continua escrevendo… e melhor do que nunca, devo dizer. Continue progredindo sempre, usando o talento maravilhoso que Deus te deu!
Grande abraço,
de uma antiga (e agora atual) leitora.
Tu escreve demais!!!!! Parábens pelo texto, veio na hora certa. Abraços!
Juan_José_Haedo
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