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Rico por um dia.

Dezembro 20, 2007

Juro! Eu morro e não vejo tudo nessa vida. Revirando os sites e procurando alguma notícias interessante, dei com os olhos na seguinte manchete: Milionário dá de presente a um mendigo “Um dia no paraíso”. Segue um breve resumo da matéria:

O milionário letão July Kruminsh tornou real a idéia, sugerida pela revista “Privata Dzive”, de presentear um mendigo com “Um dia no paraíso”. O mendigo Aleksander Kuleshov foi levado a um salão de beleza, e dali ao chalé do milionário, onde pôde vestir camisas de US$ 600, fumar charutos, saborear bebidas seletas, mergulhar na piscina e jogar bilhar com Kruminsh. [Yahoo Noticias]

O objetivo? Dizem os editores da revista ser uma maneira de impulsionar os mendigos - no caso, um alcóolatra - a repensar sobre a vida e buscar novos objetivos. A meu ver, não é suficiente, mas não custa tentar. Acredito que a questão-chave seja “como” mudar de vida e não “porque”. Afinal de contas, ainda que um mendigo tivesse nascido nas ruas, não deve ser difícil sonhar com uma cama confortável, comidas não retiradas de latas de lixo, roupas cheirosas e sentido na vida. O desejo por essas coisas não vem do ver, mas sim do viver.

Bueno, não vou avacalhar (essa é pros gaúchos!) com a idéia da revista. Pode funcionar e, se milionária também, quem sabe seguiria os passos de Kruminsh (caso você se encaixe na posição do Sr. Kruminsh, não se incomode em me deixar o papel de Sra. Kuleshov - um dia de milionária seria extremamente bem-vindo).

Mas você sabe, toda história, para ser boa, tem um final inesperado. Depois de vestir ternos armani, beber champagne e provar caviar, sabe qual foi a sugestão do mendigo? “Agora você vem comigo e conhece meu mundo”. E lá foram os dois, o milionário e o mendigo, visitar os lugares mais frequentados por mendigos em Riga, Letônia.

Não sei quanto o mendigo precisava saber do “mundo-dos-ricos” para desejar algo mais na vida. Mas quem sabe o milionário precisasse ver o “mundo-dos-pobre” para aprender o que o dinheiro não pode comprar. No meio-termo no qual me encontro, não sei qual lado deveria primeiro experimentar. Por certo, cobertores de papelão e resorts 5 estrelas tem muito a me ensinar.

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