Posts de Março, 2008

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Superman na Nova Zelândia

Março 31, 2008

Há cerca de 8 meses atrás, uma família kiwi (Nova Zelândia) decidiu colocar o nome de seu filho de Superman! A idéia inicial era outra, mas em função das complicações no cartório, apelaram para o nome do grande super-herói dos quadrinhos.

Será que o bebê dá conta?
Entre Lois Lane e cabines telefônicas, o superman dos quadrinhos resolve a grande bagunça do mundo (tarefa esta que, convenhamos, hoje é bem maior que na década de 30, quando o mocinho foi criado).

Entre nomes na vida real e ações nos quadrinhos, todos sabemos que super herói nunca existiu. Ou melhor, existe e é apenas um – mas pula fora da vida cartoonista e prova que o supernatural faz parte do nosso dia-a-dia. Ele não precisa de capa vermelha, não enfraquece com criptonita e nunca disfarçou com óculos garrafais não ser quem era. Ao contrário, quando em nosso meio, usou roupas como as nossas, provou que vence até mesmo a morte e quando questionado, fez questão de declarar ser o filho de Deus. Jesus é nosso herói – pelo dicionário, “indivíduo notável positivamente por seus feitos e/ou capacidades”. É ou não é?!

Em Lucas 1:49, lemos o cântico de Maria, dizendo: “Porque me fez grandes coisas o Poderoso”. Falava ela do Deus, todo poderoso, pouco sabia esta que traria ao mundo o Super-Deus-Homem, capaz de fazer os maiores milagres.

Não sei você, mas vezes ou outra preciso de um super herói. Quando a situação no trabalho não vai bem, a família passa por alguma necessidade, aquele querido adoece, o dinheiro acaba, o coração entristece, quando tudo parece contrário e só um super Deus é capaz de resolver. Nessas horas, conto com meu super-herói, Jesus. Seja no Brasil ou na Nova Zelândia, ele está sempre pronto a provar que pode resolver qualquer episódio de sua vida.

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Uma paixão maior.

Março 21, 2008

Não foi uma sexta-feira, mas uma vida toda.

Certamente você já se apaixonou. Pode continuar solteiro, pode ter optado por nunca casar-se. Pode ter tido muitos namorados (as) e ter desistido de todos. Pode ter se casado e depois divorciado. Independente da sua atual vida amorosa, eu sei, você já se apaixonou um dia.

Você sabe, a sensação é mágica. Borboletas no estômago, mãos geladas, corpo quente, bochechas queimando e um sorriso gigante, impossível de ser escondido. Todas as coisas ao seu redor parecem não ter mais um grande valor como sua paixão. Duas horas com o amado (a) passam rapidamente e nunca são suficientes para dizer e fazer tudo o que fora planejado. Quando apaixonado, você é capaz de abrir mão de conceitos, idéias e gostos, só para continuar ao lado dele (a) sem muitos problemas. A pizza portuguesa abriu espaço para a gorgonzola. A maneira simples de vestir já não faz mais parte de seu dia-a-dia e seu guarda-roupa passa a crescer. Se para você a mulher deve ser independente e ter sua própria profissão, agora ela “deveria”, pois você passou a pensar diferente. Tantos detalhes, nada, porém é grande demais, difícil demais ou pesado demais para quem está apaixonado.

A paixão de Cristo foi maior. Ele não deixou de lado sua pizza à moda dos céus, vestes reais e amigos sinceros. Ele não perdeu o horário porque decidiu conversar mais 10 minutos com sua noiva. Não gastou R$100,00 a mais em conta telefônica e nem deixou de comer o chocolate só para dar à sua querida. Para provar sua paixão, Ele deixou a sua glória e veio habitar em meio a pecadores. Deixou a perfeição e decidiu conviver com o imperfeito. Saiu de um lugar santo e imergiu num poço de impiedade. Mas Ele tinha um alvo e seu coração pulsava por sua maior paixão – o perdido.

Não foi uma sexta-feira de sofrimento. Não foram algumas horas de dor e agonia. Foi uma vida inteira de renúncia por mim e por você. Se Jesus tivesse cedido a uma só tentação, tudo teria ido por água abaixo. Se ele tivesse olhado aquela menina judia, bonita, com olhos vibrantes, de um outro jeito…ou se tivesse mentido a seus pais, ou aceitado alguma oferta de Satanás nos 40 dias passados no deserto, talvez hoje eu e você não teríamos a alegria da salvação. Mas Ele viveu sua vida sem pecado, se entregou como um cordeiro santo, nos livrando da morte e trazendo a vitória. Nunca mais precisaríamos sacrificar um cordeiro. Nunca mais a separação entre o homem e Deus. Nunca mais a lei do medo. Sua paixão nos trouxe vida. Seu sacrifício nos levou ao Pai. Seu amor aboliu a lei e fez reinar a paz.

Foi a maior história de amor já relatada e vivida. Sou fã de comédias românticas e sonho com o cumprimento do meu filme da vida real, com um namorado apaixonado, um casamento lindo, um final feliz. Eu nunca, porém, encontrei um amor sequer maior do que o de Jesus por mim. Por nós. Ele não enviou um recadinho, uma mensagem de celular, bombons ou rosas vermelhas. Ele veio e se entregou por nós em uma cruz. O sangue vermelho escorrendo de seu corpo demonstra a grandeza dessa paixão.

Como não se apaixonar?
Se entregue a essa paixão. Aprofunde-se nesse amor. E descubra que, por mais que você O ame, Ele lhe ama ainda mais.

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Patrão do céus

Março 13, 2008

O que Ele ensina a seu ’staff’

Todos nós já tivemos um dia ruim com o chefe. Se hoje você não é empregado, mas sim empregador, tenho certeza que já vivenciou uma situação angustiante como funcionário, antes de chegar à atual posição de conforto (ou deveria dizer: de trabalho, estresse e horas extras sem remuneração?). De qualquer forma, não é difícil entendermos porque existem tantos problemas entre “patrões e operários”, afinal de contas, seja qual for o tipo de empresa, garantir o sucesso, não apenas financeiro, mas também de seu pessoal, não é tarefa fácil.

Em meus primeiros meses de trabalho na Nova Zelândia, aprendi algo muito interessante e completamente oposto a minha cultura. No Brasil, se cometo algum erro em meu trabalho a ponto de complicar a vida do meu chefe – e deixá-lo extremamente irritado – o que seria mais óbvio este fazer? Provavelmente viria até minha mesa e diria, “Queila, fique trabalhando hoje até resolver toda essa situação, não importa quanto tempo leve. Quero o relatório completo e perfeito amanhã de manhã, em minha mesa”. Justo o bastante? (Quem sabe, se eles pagarem as horas extras, sim!). Independente disso, é o que normalmente acontece.

Mas como eu costumo repetir, “bem vindo à Nova Zelândia” – onde tudo pode acontecer! Diferente do Brasil, aqui a maioria dos funcionários recebe por hora trabalhada. Quatro horas de trabalho por dia, pouca renda. Dez horas trabalhadas e um sono tranqüilo (especialmente pelo cansaço). Em função disso, quanto melhor seu desempenho, mais tempo de trabalho lhe é requisitado e, conseqüentemente, mais dinheiro no bolso. Por outro lado, se você cometer um erro parecido com aquele cometido no Brasil, seu chefe não lhe pede pra ficar a noite toda, ao contrário, lhe manda embora o mais rápido possível. Por quê? Porque se ele lhe mantiver trabalhando, você estará recebendo por isso e não sendo “penalizado”.

Completamente diferente o modo de lidar, não?

Bem, eu conheço alguém que me trata diferente, nem à moda neo-zeolandês, nem à moda brasileira.
Quando erro, não me deixa de castigo, pagando meu pecado.
Também não me manda embora, tentando livrar-se de meu mau comportamento.

Com Ele, aprendi:
“Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5:8)

Diferente de nossos chefes, Deus não pede para pagarmos pelo erro. Ele nos pede para colocarmos nossa fé e confiança em seu filho, Jesus, em quem recebemos o perdão. O patrão dos altos céus tomou a situação para si e com horas extras de sofrimento e dor, limpou cada um de nossos erros, para que nós pudéssemos sair tranquilamente para casa, após o expediente.

Com esse Deus, também aprendi:
“Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (Lc 15:20).

Meu Deus não me manda embora mais cedo. Do contrário, ele corre ao meu encontro e me faz entender que ama minha presença, ainda quando o pecado é visível. Não é como um gerente, cansado de meus erros e desculpas. A cada queda, o Senhor vê uma oportunidade de mostrar seu amor por nossas vidas e de provar que seu amor restaura. Ele não nos descarta de seu quadro de “funcionários do Evangelho” porque o dia não foi tão bom quanto o esperado. Do contrário, nos chama, nos ensina e nos faz capazes pelo poder do seu Espírito.

Fico feliz ao pensar que muito acima de qualquer gerente, supervisor ou patrão, Deus é quem sustenta a minha vida e define meu “time sheet” de aprendizado para cada dia. Talvez nossos chefes não venham a nos tratar como nosso Pai, mas ficaria satisfeita em saber que, assim como eu, recebem esse amor pronto a perdoar e acolher a cada dia. Afinal de contas, aceitar esse amor nos garante muito mais do que reais e dólares neo-zeolandês. Nos garante uma recompensa eterna, nos céus.