Hoje, Dia das Mães, estou a 11 mil km de distância da minha. Mas todo o “espaço” entre nós no globo terrestre e as 13 horas de diferença em nosso fuso horário não mudam meu amor por ela e, sei, tampouco o dela por mim. É assim com toda mãe e filho(a): o carinho nunca morre, as conversas nunca terminam, o amor é constante.
Depois de quase 2 anos morando na Nova Zelândia, aprendi algumas coisas e gostaria de compartilhar algumas delas. E por favor, não se sinta culpado caso ainda não tenha percebido ou aprendido tais coisas. Apenas esteja certo de que, mais cedo ou mais tarde, a ficha acaba caindo. Sendo assim:
1º : Não importa qual for a culinária, comida de mãe é sempre a melhor!
Nessa experiência neo-zeolandês, já trabalhei como garçonete em churrascaria, restaurante italiano e restaurante francês. Os chefes, renomados. As receitas? De todos os lugares do mundo. Os queijos, condimentos, azeites e demais “pitadas de sal”, importados. Os preços, não para qualquer bolso! Nesses lugares já servi e fui servida. Todos os pratos que vendi e entreguei, também provei. Magníficos! Mas aí lembro daquele cheirinho de feijão ao chegar em casa, próximo ao meio-dia. É como se o aroma hipnotizasse a vizinhança inteira. Qualquer que passe pelo portão, arrisca: “feijão novo cumadre?!”. Enquanto a mesa é posta, a cuia de chimarrão passa de lá pra cá. Após a oração, todos se deleitam na comidinha da mamãe. Feijão, galinhada, strogonoff, salada de batata, sanduíche, não importa muito qual é o menu. Só de sabermos ter sido mamãe a cozinheira, tudo fica mais apetitoso; porque assim como aqui na NZ, ela pode até não usar Sazon, mas certamente faz com muito amor!
2º : Minha mãe é a verdadeira “Brastemp”!
Eu não sei quais são as marcas de maquinas de lavar/secar aqui na NZ, e pra falar a verdade, não estou interessada. Das duas, uma: ou não lavam direito ou lavam, mancham e encolhem minhas roupas. Há dois anos não sei o que é ter roupas lavadas, passadas e perfumadas! Minhas roupas não cheiram tão bem como as roupas lavadas em casa. Se roupa fosse gente, apresentaria as minhas ao “Sr. Ferro de Passar”, pois estas nunca o viram! Não adianta tentar, na casa da mãe as roupas são sempre limpas, macias e cheirosas – e vesti-las é como receber um abraço gostoso da nossa mãe!
3º : Conversa de mãe é conversa internacional!
Convivo com pessoas do mundo inteiro. Em meu ambiente de trabalho diversos lugares são representados: Inglaterra, Austrália, Índia, Filipinas, Áustria, Alemanha, República Tcheca, Chile, USA, Brasil (yes, somos nós!), África do Sul, e por aí vai…as conversas e culturas são as mais variadas possíveis. Mas há tipos de conversa que só a mãe consegue ter. É aquele bate-papo que dá a volta ao mundo todo, mas logo ali a frente imerge fundo em nossa alma. É um falar que restaura. É a troca de experiências que produz encorajamento. São palavras ressuscitadoras de sonhos…
Talvez você não tenha gostado do que escrevi. “Você pensa que cozinhar, lavar, passar e conversar é o que de melhor uma mãe pode oferecer?”. Bem, nesse exato momento eu adoraria poder desfrutar dessas três qualidades de minha mãe. Não importa se você é mãe e nunca lavou a roupa de seu filho. O que quero dizer é que são essas coisas básicas de “ser mãe” que de fato nós, filhos(as) apreciamos em vocês, mães. Porque não existe ninguém no mundo inteiro (nem mesmo no fim da Oceania!) que ame, cuide e nos satisfaça como filhos além de você, mãe. No dia de hoje, levantamos nossos olhos aos céus e agradecemos ao nosso Deus por sua vida. Obrigado por expressar seu amor materno de maneiras simples no nosso dia-a-dia, mas incapazes de serem esquecidas por nós filhos(as).
Feliz Dia das Mães
(e um beijo especial pra minha mamãe…logo estarei aí pra te abraçar!)
