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Descobrindo 27

Setembro 5, 2008

Hoje, 5 de setembro (aqui na Nova Zelândia…no Brasil, não teria nascido ainda) completo 27 anos. Vinte e sete. Peça a uma criança para contar até 27 e você perceberá que o número não é tão pequeno. São quase 10 mil dias vividos até aqui. “É muito chão”, como diriam os colonos de minha terra! Os que já passaram dessa idade hoje me disseram “ainda estás nova”. Mas esta foi a maior idade já alcançada por mim mesmo - era de se esperar algum tipo de espanto, não?! Entretanto, o maior susto não vem pela quantidade de anos, mas pela vivência (ou a falta) deles.

Na adolescência costumava me imaginar aos 27 anos como uma mulher casada, rodeada de crianças, preocupada em manter a casa própria bem arrumada, desdobrando-se em 4 para cuidar da família, profissão, ministério e vida pessoal. Era uma imagem bem estável, porém sem criatividade.

Em minha juventude (quero dizer, aos 20 anos, jovem eu ainda sou!), a imagem permaneceu basicamente a mesma, apenas abri mão das crianças - que pensei viriam mais tarde - e dei uma ênfase maior na profissão. Eu seria, aos 27 anos, a profissional bem sucedida, requisitada, com diversas oportunidades de emprego e campo de atuação.

Vinte e sete anos e, adivinhe? Sem casamento (sequer um namorado!), sem profissão, sem ministério estável e nem mesmo projetos para o futuro. Dividindo um flat com casal de amigos na Nova Zelândia, eu hoje trabalho como garçonete em um hotel (após ter concluído 2 faculdades), dirijo um carro ano 90, luto todos os dias para me comunicar melhor na língua inglesa (sendo que “falar” era uma das minhas atividades preferidas), e no dia do meu aniversário curto sozinha uma taça de Merlot Cabernet , aproveitando o tempo com meu laptop e ouvindo boa música. No mínimo inesperado.

Não é estranho pensarmos na incerteza do futuro? Quando paramos pra refletir, o futuro já é e os planos, já eram. Quando abri os olhos, era 27, não mais 20. Eu tinha mudado, o mundo continuado e os meus sonhos, de certa forma, ajustaram-se ao novo desafio de viver a fase adulta. Ainda visto moleton, compro M&M’s no posto de gasolina e escuto pop rock quando apaixonada. Por dentro, entretanto, a admiração por um vestido Prada, a necessidade de trocar doces por uma ceaser salad e o desejo por ouvir violão clássico para relaxar. O que acontece que o corpo parece não acompanhar o cabeça? Seria um medo de assumir? Ou a própria falta de preparo para experimentar a nova fase?

Há pouco descobri que tinha 27. Descobri-me diferente e então assumi o desafio de abrir mão de algumas coisas para vivenciar outras melhores. Não mais um menino para passar o tempo, mas a expectativa de encontrar um homem, preparado para uma vida a dois. Não mais a ilusão de que estabilidade existe, mas a certeza de que terei forças pra continuar, pela graça de Deus. Não mais o desejo de ser quem não sou, mas a certeza de que Ele me molda pra ser quem Ele espera.

Ontem, minha mãe mandou um verso bíblico por meu 27º aniversário. Diz assim: “Portanto, assim como você recebeu Cristo Jesus, o Senhor, continue a viver nele, enraizada e edificada nele, firmada na fé, como foi ensinada, transbordando de gratidão”. (Colossenses 2:6/ adaptado). E assim escolho: caminhando Seus caminhos, peço para que a cada dia Deus me coloque no centro do seu querer, firmando minha vida não nas raízes de minha própria experiência, mas de Sua Palavra, imutável, constante e segura; e assim meu coração continuará alegre, agradecendo a Deus pelos 27, que apesar de diferente, me surpreendem e me fazem crer que Deus tem o melhor para minha vida. O futuro já começou, e Ele prometeu que este é certo e cheio de esperança. Então, que venha o 28º…e descobrirei um pouco mais da fidelidade do meu Deus.

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Branco Puro

Julho 7, 2008

Transformando você em “branco cor de neve”

Não entendemos certos textos bíblicos por falta de discernimento espiritual, outros, porém, por falta de experiência no natural. Em minha igreja costumávamos cantar um hino que diz: “alvo mais que a neve, alvo mais que a neve, se por teu sangue lavado, mais alvo que a neve serei”. Obviamente, eu sabia o que era neve. Conhecia as condições climáticas capazes de provocar uma precipitação de cristais de gelo, em geral de forma hexagonal e intricadamente ramificados, e por vezes aglomerados em flocos (ta certo, eu copiei do dicionário!), mas enfim, já tinha visto na televisão, estudado na escola, imaginando a sensação ao pegar o “gelo fofinho”. Nessa madrugada, porém, o conhecimento foi além dos livros, imaginação ou televisão. Eu vi. Às 6 da manhã acordei e vi um manto branco, espesso, e pequenos flocos a cair, sem fim. Mais tarde, toquei, comi, brinquei, montei boneco de neve (ficou horrível!), pisei, bati fotos, filmei, enfim, vivenciei a neve. É linda. É atrativa. É pura.

Talvez pela primeira vez eu tenha entendido a comparação feita pela Bíblia. Em Isaías 1:18 diz, “..ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve…”. Quando vemos a neve, frente a frente, percebemos que qualquer cor é suja demais, impura demais, indigna demais para o branco-neve. Não é incrível? Se minhas meias lavadas com sabão em pó Omo já são sujas o bastante perante o branco-neve, quanto mais o vermelho intenso dos meus pecados? Como pôde Deus propor tamanha santificação em nossa vida diante dessa diferença gritante?

Pense que seu filho (ou sobrinho, irmão, primo) de 3 anos de idade recebeu um típico desenho natalino do hemisfério norte para colorir. Neste desenho, uma rua com várias casas, cobertas por neve. Hienas voam no céu, com Santa Claus, luzinhas colorem as casas, crianças abrem presentes. O único problema é que ao iniciar a pintura, esse pequenininho ignorou o fato da neve ser branca e, com entusiasmo, pintou-a de vermelho escarlate. Como voltar atrás? Quanto branco seria necessário para limpar a imundice do vermelho?

Sim, esta é a pintura de nossa vida.

Porque Jesus é branco puro e santo, através de sua graça abundante e suficiente, a pintura foi refeita. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (Jo 1:29) Através de seu sacrifício completo na cruz, somos lavados de nossos pecados e colocados numa posição de justos, limpos, puros, santos. Eu sei, custamos a crer. “Eu santo, puro, limpo? Você deve estar falando do pastor, de minha mãe ou Tereza de Calcutá”. Incrível como sempre pensamos ser uma questão de obras e não de graça! Deus, por seu imenso amor, nos deu Sua justiça através de Jesus Cristo. Isso significa que hoje temos a habilidade de permanecer na presença de Deus, sem qualquer sentimento de medo, culpa ou inferioridade, como se o pecado nunca tivesse existido. Puros. Alvos como a neve.

Existe uma vida branco-neve esperando por nós. Ele foi capaz de branquejar a vermelhidão de nossos pecados, alvejar o encardido de nossa alma e está pronto a nos purificar tão logo a menor manchinha apareça em nosso percurso. O desenho foi traçado, basta escolhermos a cor certa para colorir. A vida de santidade nos pertence, basta andarmos de acordo com o que já recebemos.

Lá fora, a neve continua caindo, branquejando casas, montanhas e dias. Aqui dentro, em meu coração, o vermelho começa a sumir, e o branco-neve de Sua santidade, a me cobrir. E graças a Ele, o acesso à Sua purificação não acontecer apenas uma vez ao ano, quando a temperatura marca zero grau. No céu, o branco-neve de sua pureza é constante, e nem mesmo o calor de Seu amor consegue derreter.

Queila da Rosa
5 julho, 2008
Manhã, primeira vez que vi neve.

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Superman na Nova Zelândia

Março 31, 2008

Há cerca de 8 meses atrás, uma família kiwi (Nova Zelândia) decidiu colocar o nome de seu filho de Superman! A idéia inicial era outra, mas em função das complicações no cartório, apelaram para o nome do grande super-herói dos quadrinhos.

Será que o bebê dá conta?
Entre Lois Lane e cabines telefônicas, o superman dos quadrinhos resolve a grande bagunça do mundo (tarefa esta que, convenhamos, hoje é bem maior que na década de 30, quando o mocinho foi criado).

Entre nomes na vida real e ações nos quadrinhos, todos sabemos que super herói nunca existiu. Ou melhor, existe e é apenas um - mas pula fora da vida cartoonista e prova que o supernatural faz parte do nosso dia-a-dia. Ele não precisa de capa vermelha, não enfraquece com criptonita e nunca disfarçou com óculos garrafais não ser quem era. Ao contrário, quando em nosso meio, usou roupas como as nossas, provou que vence até mesmo a morte e quando questionado, fez questão de declarar ser o filho de Deus. Jesus é nosso herói - pelo dicionário, “indivíduo notável positivamente por seus feitos e/ou capacidades”. É ou não é?!

Em Lucas 1:49, lemos o cântico de Maria, dizendo: “Porque me fez grandes coisas o Poderoso”. Falava ela do Deus, todo poderoso, pouco sabia esta que traria ao mundo o Super-Deus-Homem, capaz de fazer os maiores milagres.

Não sei você, mas vezes ou outra preciso de um super herói. Quando a situação no trabalho não vai bem, a família passa por alguma necessidade, aquele querido adoece, o dinheiro acaba, o coração entristece, quando tudo parece contrário e só um super Deus é capaz de resolver. Nessas horas, conto com meu super-herói, Jesus. Seja no Brasil ou na Nova Zelândia, ele está sempre pronto a provar que pode resolver qualquer episódio de sua vida.