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Doutor do Início o Fim

maio 11, 2012

Não é difícil reconhecê-lo. Basta olhar nos corredores do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital e procurar pelo médico mais mal humorado, cético, sarcástico e antissocial já visto – você vai encontrar Dr. Gregory House, um infectologista/nefrologista um tanto polêmico. O personagem é da série norte-americana que leva o sobrenome do doutor como título e bate record de audiência no Brasil e outros países. Sem interagir positivamente com os pacientes, Dr. House apresenta excelentes diagnósticos e sempre busca a solução para os problemas apresentados. Mas algo intrigante está sempre presente: o reconhecido médico não se importa com o processo. Enquanto busca a cura para os internados, mente, usa de práticas ilegais e deixa seus pacientes à beira da morte – embora não fisicamente!

Não é difícil reconhecê-lo. Basta olhar nos corredores da vida, entre uma decepção e outra, para vê-lo agindo em favor da multidão. Dono de um humor impecável, é carinhoso, manso, cheio de compaixão e detém um poder curador indiscutível.  Às vezes não ganha tanta audiência quanto merece, mas está sempre pronto a atender mais um em seu plantão interminável. O nome deste médico dos médicos? Jesus. E o melhor de tudo isso é que, embora esteja interessado em curar corpo, alma e espírito dos doentes que chegam até seu consultório divino, Ele nunca abandona o processo – pelo contrário, faz dele uma caminhada para descobrirem o sentido da vida.

Bem, você já sabe o que fazer a partir disso. Algo precisando de cura? Coração machucado? Alma ferida? Seu corpo precisa de um médico especialista? Jesus sabe diagnosticar muito bem. Foi assim com a filha de Jairo (Lucas 8:40-55). É assim com você. Diferente de Dr. House que cura a muitos, mas não é capaz de curar a si mesmo, Jesus cura – e cuida - de você. Ele tem uma receita médica incomparável. Ele entende a sua dor, sua aflição, sua angústia enquanto a cura não chega.

Observe algumas orientações médicas para receber alta:

1º: Procure o doutor Jesus. Você pode até ir a outros, mas ninguém conhece o seu coração como Ele. O Senhor tem prazer em cuidar do seu caso. Marque já sua consulta!

2º: Tenha paciência na fila de espera. Enquanto você aguarda a ação deste médico sobre sua vida, Ele está preparando seu coração e fortalecendo a sua fé. Não é descaso, é compromisso com o seu crescimento!

3º: Aceite a intervenção médica. Ele tem prazer em tê-lo como paciente. Diferente de Dr. House, que evita pessoas, o Médico Jeová Rafa sempre age em compaixão. Receba hoje Sua graça!

4º: Não se abale com os diagnósticos alheios. O único médico com especializações suficientes para cuidar do seu caso é Jesus. Mantenha-se inabalável diante das circunstancias e aceite apenas o Seu diagnóstico.

5º: Confie na ação do Dr. Cristo. Pode não soar familiar, mas desde quando chás caseiros curam situações de urgência médica? Persevere nas Suas orientações e confie a Ele seus cuidados.

6º: Pense bem antes de levar visitas ao quarto do hospital. Só devem entrar amigos da fé, que lhe dão apoio enquanto o Dr. Jesus cuida de todos os procedimentos. Deixe a incredulidade ser uma especialidade apenas do Dr. House.

Não é fácil passar pelo vale da sombra da morte (Sl 23). Quando estamos doentes ficamos fragilizados, não aproveitamos o melhor da vida e nos tornamos vulneráveis ao meio em que vivemos. O que hoje precisa ser curado em seu coração? Talvez, como Dr. House, você pense não ser muito sério o problema. “Não é lúpus”, House diria. Doença autoimune ou não, o seu coração precisa de um doutor capaz de curar – por dentro e por fora. Ele é o doutor que diagnostica o problema, cuida durante o processo e traz cura irreparável – do início ao fim, Ele é o médico ideal para você.

E então, quer agendar uma consulta?

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Depois de ter bebido bastante

abril 9, 2012

Todos pensam parecido no que diz respeito a merecer algo. Somos criteriosos sobre quem deve receber o que. A menina virgem, que nunca beijou ninguém, deve casar-se com o cara bonito e desejado por todas. O rapaz, recém-formado em ótima universidade e com um currículo e estágios exemplar, merece aquele grande emprego. A mulher que sofreu a vida inteira, trabalhou de doméstica e teve que cuidar de seus irmãos é digna agora de uma bela casa, com funcionários a sua disposição. Esse não é um sentimento novo. Ele surgiu há muitos anos e tem a ver com nosso desejo por fazer justiça e dar destinos às pessoas de acordo com suas atitudes passadas.

Em Caná da Galileia havia um casamento. Jesus estava lá, bem como sua mãe e seus discípulos. A festa corria solta, as pessoas se divertiam e bebiam. Mas o vinho, de repente, termina. Um vexame naquela época – como o noivo deixaria os convidados sem o vinho para se alegrar? E o mestre de cerimônias? Certamente perderia seu emprego “free lancer” depois dessa. Mas Jesus estava lá – e todas as vezes que Jesus estiver presente, você pode ter certeza de que a situação não é definitiva. Naquela hora, Jesus vê a necessidade e faz um milagre – seu primeiro milagre – e transforma água em vinho.

De fato, um grande milagre. Não apenas o de transformar água em vinho, mas de oferecer o melhor ao final da festa. Olha o que diz esse mestre de cerimônias: “Todas as pessoas que conheço começam com os vinhos melhores e, depois que os convidados já beberam bastante, servem os inferiores. Mas você guardou o melhor até agora” (João 2:10). Consegue perceber?

Se você já bebeu bastante, não merece mais o vinho de melhor sabor, textura e tenacidade. Você sequer perceberia as propriedades da boa bebida. E segue o mesmo julgamento para nossas vidas.

“Você já passou por vários empregos e não deu o seu melhor em nenhum deles. Já foi demitido cinco vezes. Contente-se com o que tem agora”.

“Você já namorou vários rapazes, está ficando velha e não deveria ser tão criteriosa. O que vier, nessa fase, é lucro”.

“Vai me dizer que quer ser líder de ministério agora? Depois de tudo o que você já fez? Deveria estar satisfeito por te deixarem participar…”

Frases como esta cortam o coração. Às vezes, elas vêm de fora. Pior ainda é quando vêm de dentro. O sentimento de indignidade reina e parece impedir qualquer coisa boa sobre nós. Mas Jesus tem prazer em derramar o novo, quando tudo está velho e sem sabor. Ele restaura o paladar para desfrutarmos de seus grandes milagres. Para Ele, receber o Seu bom vinho não diz respeito a merecer, mas a se render. Você lembra como Deus nos salvou?

“Mas Deus demonstrou quanto nos ama ao oferecer seu Filho em sacrifício por nós, quando ainda éramos tão ingratos e maus para com ele” (Romanos 5:8)

Não merecíamos, mas Ele entregou o seu melhor. Continuamos não merecendo – nosso julgamento não estaria assim tão errado – mas Ele decidiu nos entregar o bom vinho, mesmo depois de termos bebido tanta porcaria. Deus ama um grand finale. Ele está guardando o melhor para você, independente do que você já tenha provado. Apenas confie que o melhor está por vir – e esteja certo que, ao provar do vinho da melhor qualidade, o resto não terá mais nenhum sabor.

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Seguindo o Guia

agosto 6, 2011

Nele, perdidos e desorientados encontram direção.

Ano após ano, ao viajarmos para o litoral do estado no período de férias do meu pai, uma situação é prevista: perdemos-nos no caminho. Em algum trecho, curva ou rotatória o esperado acontecia. “Erramos… precisamos voltar! Perdemos a entrada”. Acontecia com sua família? Já ouvi dizer que acontece nas melhores… Alguns aproveitam para dar boas risadas e descobrir um novo restaurante a beira da estrada. Não a família Da Rosa. Um deslize na rota traçada, 10 km a mais, e um dia a menos de diversão. Sentiu o clima?

No último verão, depois de inúmeras tentativas frustradas de chegarmos a uma belíssima praia, meu pai estacionou o carro, desceu e disse: “Filha, dirija. Eu não agüento mais”. Nem ele, nem eu, tampouco minha mãe. Estávamos exaustos depois de 13 horas de viagem. Assumi o volante e um pouco a frente parei o carro e perguntei a outro viajante. “Como faço para chegar a Balneário Camboriú?”. Ele fez além do esperado – não apenas informou, mas disse para segui-lo, pois aquele também era o seu destino.

Você já pode imaginar quem faz o mesmo, em uma dimensão muito maior, não é? Não, não estou falando da Polícia Rodoviária (Ah, você nem pensou neles? Engraçado, também pensei ser um pouco difícil isto acontecer). Sim, é Ele. O mesmo instrutor que conduziu seus discípulos em uma conversa, pouco antes da transfiguração.

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).

Você percebe a grandeza desse enunciado?

Jesus nos dá direção em toda nossa caminhada, basta querermos. Não é verdade que um dos maiores dilemas de nossa vida é descobrir a vontade de Deus para nossas vidas? É entendermos por onde devemos ir, quais decisões tomar, a que resistir? E de repente alguém se aproxima e gentilmente nos diz: “Ei, pode vir atrás de mim. Qualquer dúvida dê farol alto – vou parar e então conversaremos a respeito”.

Entretanto, algo me intriga. Jesus não disse que poderíamos ultrapassá-lo, nem mesmo alcança-lo, colocando nosso “carro” ao lado do seu. Também não diz ser possível abandoná-lo quando a estrada estiver privatizada, com poucos buracos. Se você quiser, a única escolha é segui-lo – e isso implica ficar logo atrás.

Vamos pensar um pouco nas implicações de quem está à frente nessa viagem. O carro que viaja a sua frente está mais propenso a enfrentar situações complicadas do que você. Se uma raposa atravessar a estrada rapidamente, tentando desviar a atenção do motorista, quem iria se assustar e possivelmente sofrer um acidente em função disto? E se um quebra-molas aparecesse de repente, sem nenhuma sinalização, na estrada próxima a uma cidadezinha, quem iria bater a cabeça no capô do carro, por não reduzir a velocidade anteriormente? E de quem seria o pneu furado em função do buraco gigante? Convenhamos, é mais vantajoso seguir alguém – quando este sabe o caminho e está preparado para sofrer perdas e danos (inclusive no carro) por você!

Cristo fez isto. E ainda faz.
Por você ele conheceu toda a trajetória humana quando esteve aqui e carregou todos os pecados – todos os tipos! – naquela cruz. Ele sabe por quais tentações você passa, entende quando a situação está difícil, e, pasme, ele já passou por quase todo tipo de problema! Quando criança foi esquecido pelos pais. Ao começar seu ministério, perdeu um amigo íntimo. Foi desacreditado por muitos. Cansou. Ficou exausto. Por momentos, os que lhe cercavam pareciam grandes interesseiros. Julgaram-no errado. O maltrataram por horas. E tantos outros problemas deste tipo, até chegar a morte. Você entende por que Ele é o melhor guia? Só quem já viveu tudo isso, sem pecar, está preparando para lhe dizer por onde é melhor seguir.

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