Seguindo o Guia

Nele, perdidos e desorientados encontram direção.

Ano após ano, ao viajarmos para o litoral do estado no período de férias do meu pai, uma situação é prevista: perdemos-nos no caminho. Em algum trecho, curva ou rotatória o esperado acontecia. “Erramos… precisamos voltar! Perdemos a entrada”. Acontecia com sua família? Já ouvi dizer que acontece nas melhores… Alguns aproveitam para dar boas risadas e descobrir um novo restaurante a beira da estrada. Não a família Da Rosa. Um deslize na rota traçada, 10 km a mais, e um dia a menos de diversão. Sentiu o clima?

No último verão, depois de inúmeras tentativas frustradas de chegarmos a uma belíssima praia, meu pai estacionou o carro, desceu e disse: “Filha, dirija. Eu não agüento mais”. Nem ele, nem eu, tampouco minha mãe. Estávamos exaustos depois de 13 horas de viagem. Assumi o volante e um pouco a frente parei o carro e perguntei a outro viajante. “Como faço para chegar a Balneário Camboriú?”. Ele fez além do esperado – não apenas informou, mas disse para segui-lo, pois aquele também era o seu destino.

Você já pode imaginar quem faz o mesmo, em uma dimensão muito maior, não é? Não, não estou falando da Polícia Rodoviária (Ah, você nem pensou neles? Engraçado, também pensei ser um pouco difícil isto acontecer). Sim, é Ele. O mesmo instrutor que conduziu seus discípulos em uma conversa, pouco antes da transfiguração.

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).

Você percebe a grandeza desse enunciado?

Jesus nos dá direção em toda nossa caminhada, basta querermos. Não é verdade que um dos maiores dilemas de nossa vida é descobrir a vontade de Deus para nossas vidas? É entendermos por onde devemos ir, quais decisões tomar, a que resistir? E de repente alguém se aproxima e gentilmente nos diz: “Ei, pode vir atrás de mim. Qualquer dúvida dê farol alto – vou parar e então conversaremos a respeito”.

Entretanto, algo me intriga. Jesus não disse que poderíamos ultrapassá-lo, nem mesmo alcança-lo, colocando nosso “carro” ao lado do seu. Também não diz ser possível abandoná-lo quando a estrada estiver privatizada, com poucos buracos. Se você quiser, a única escolha é segui-lo – e isso implica ficar logo atrás.

Vamos pensar um pouco nas implicações de quem está à frente nessa viagem. O carro que viaja a sua frente está mais propenso a enfrentar situações complicadas do que você. Se uma raposa atravessar a estrada rapidamente, tentando desviar a atenção do motorista, quem iria se assustar e possivelmente sofrer um acidente em função disto? E se um quebra-molas aparecesse de repente, sem nenhuma sinalização, na estrada próxima a uma cidadezinha, quem iria bater a cabeça no capô do carro, por não reduzir a velocidade anteriormente? E de quem seria o pneu furado em função do buraco gigante? Convenhamos, é mais vantajoso seguir alguém – quando este sabe o caminho e está preparado para sofrer perdas e danos (inclusive no carro) por você!

Cristo fez isto. E ainda faz.
Por você ele conheceu toda a trajetória humana quando esteve aqui e carregou todos os pecados – todos os tipos! – naquela cruz. Ele sabe por quais tentações você passa, entende quando a situação está difícil, e, pasme, ele já passou por quase todo tipo de problema! Quando criança foi esquecido pelos pais. Ao começar seu ministério, perdeu um amigo íntimo. Foi desacreditado por muitos. Cansou. Ficou exausto. Por momentos, os que lhe cercavam pareciam grandes interesseiros. Julgaram-no errado. O maltrataram por horas. E tantos outros problemas deste tipo, até chegar a morte. Você entende por que Ele é o melhor guia? Só quem já viveu tudo isso, sem pecar, está preparando para lhe dizer por onde é melhor seguir.

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Os Domingos Precisam de Feriados

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é
pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…

Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ‘ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Rabino Nilton Bonder (retirado do blog da Ana Paula Valadão)

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REPARTIR para SOMAR

Ontem, no JUNIOR FIVE, na PIB SJCampos a mensagem foi “Repartir para Somar”.

Ninguém gosta de repartir M&M’s né? Delicioso, aquela casquinha colorida, e vem pouquinho…mas quando a gente compartilha, a gente traz as pessoas (a gente “ganha” elas). Foi o que Elliot fez com o E.T, lembra? Usei o filme para ilustrar. Ele colocou vários montinhos de M&M’s até que o ET chegasse no quarto dele)

É PRECISO REPARTIR O AMOR PARA SOMAR CORAÇÕES VOLTADOS PARA O REINO”

Dá uma olhadinha no PPT que certamente Deus já vai te mostrar algumas coisas.
Veja aqui o link M&M’s

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